Foi com o desenho que a manifestação das artes visuais nasceu em mim, quando tinha muito pouca idade.
Admirava um tio meu que desenhava um cavalo e ficava pensando como seria bom saber desenhar um.
Anos depois, já adolescente comecei a brincar com desenho em sala de aula e obtive um retorno formidável de meus colegas que me admiraram e começaram a dizer que iriam “guardar meus desenhos para, quando eu morresse, vendê-los e ganharem dinheiro com isso”.
Pura balela com o tradicional preconceito que envolve o fazer artístico em nossa sociedade.
Até que em 1987 conheci meu mestre, Urian Agria de Souza, e tudo se modificou. Fui me embrenhando na densa mata de dentro de mim e encontrando a fonte de onde brotavam minhas imagens, minhas identificações com artistas como Van Gogh e seus traços puros, sinceros, dinâmicos, delicados e brutos ao mesmo tempo.
Seus desenhos com cores fortes e mesmo sua pintura desenhada, contornada. Fui tirando daí e de desenhos como os de Degas, Toulouse-Lautrec, Portinari e Picasso, a compreensão de por onde deveria buscar minha mina escondida dentro do meu peito.
Meu mestre me orientando, me mostrando e iluminando o caminho até chegar à nascente de tudo. De onde escrevo esse texto. De dentro do meu Poço Criativo.