Minha pintura está inserida no universo da cultura popular. As manifestações culturais sejam elas profanas sejam elas sagradas, me tocam e me fazem buscar a reflexão através da tinta, da dinâmica das cores ora puras em primárias e secundárias derramadas, ora misturadas em terciárias com preto e branco.
Alguns elementos são recorrentes em meu trabalho. São eles o céu, os astros, as energias invisíveis que teimo em visibilizar, o fragmento de movimento repentino que surge numa dança, num tocar de tambor, num gole de cerveja regado a axé, fé e festa.
Sua construção começa no amor ao Pós-Impressionismo Vangoghiano que me tomou o espírito no final dos anos 80. Eu, um apaixonado pelo Impressionismo descobri a força e o vigor das pinceladas do holandês que nunca mais me abandonaram.
E daí a absoluta conexão com o Expressionismo Francês, o Fauvismo e o Expressionismo Alemão do Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul) e do Die Brücke (A Ponte).
Matisse, Kandinsky, Kirchner, Vlaminck, Nolde, Soutine e muitos outros.
Essa é a minha família. Contudo me insiro no universo brasileiro profundo, de Portinari, Djanira, Di Cavalcanti, Tarsila e Anita Malfatti. Essas são as minhas origens. Tudo se inicia com Van Gogh e depois… Abre-se em múltiplos arcos-íris infinitamente matizados.